Portuguese poem
A uns annos
by Ana Plácido (1831–1895)
O dia desponta, vestindo de gala, e as rosas se abrem no calix em flor; a rôla queixosa espaneja as asinhas, a aurora saudando em ternos requebros, e arrulos d'amor.
A brisa ligeira a fronte me affaga; em tudo ha poesia, na dor é que não... quizera n'um hymno cantar vossos annos, não posso, não sei; mas gravo uma data no meu coração.