Portuguese poem
Na cordilheira altíssima dos Andes
by Castro Alves
Na cordilheira altíssima dos Andes Os chimborazos solitários, grandes Ardem naquelas hibernais regiões.
Ruge embalde e fumega a solfatera... É dos lábios sangrentos da cratera Que a avalanche vacila aos furacões.
A escória rubra com os geleiros brancos Misturados resvalam pelo flancos Dos ombros friorentos do vulcão...
Assim, Poeta, é tua vida imensa, Cerca-te o gelo, a morte, a indiferença... E são lavas lá dentro o coração.