Portuguese poem
Olavo Bilac
by Coelho Neto (1864–1934)
Vim afinal para o solar dos astros, De irradiações puríssimas e belas, Numa viagem de alterosos mastros, Numa viagem de saudosas velas...
Das alegrias nos febris enastros Que as almas prendem para percebê-las, Vim cantando e feliz, fugindo aos rastros Da terra de onde vi e ouvi estrelas.
E por aqui, nas lúcidas paisagens, Vestido das mais fluídicas roupagens Tecido de ouro, nos clarões imersos...
Ando a gozar, entre lauréis e palmas, O que cantei na terra, junto às almas, Na eterna florescência dos meus versos.