Portuguese poem
Meu amor, tanto vos amo,
Meu amor, tanto vos amo, que meu desejo não ousa desejar nenhuma cousa.
Porque, se a desejasse, logo a esperaria; e, se eu a esperasse, sei que vos anojaria. Mil vezes a morte chamo, e meu desejo não ousa desejar-me outra cousa.