Portuguese poem
As Devotas
by Cruz e Sousa (1861–1898)
I Enquanto o sino bimbalha, Bimbalha, bimbalha e tine, Lançai do olhar a migalha — Enquanto o sino bimbalha — À raça que se amortalha No horror que não se define... Enquanto o sino bimbalha Bimbalha, bimbalha e tine.
II Perto da Igreja a senzala, O Cristo junto aos escravos E, pois, deveis visitá-la, Perto da Igreja, a senzala E procurar transfarmá-la Da luz às palmas, aos bravos!... Perto da Igreja a senzala, O Cristo junto aos escravos.
III E tão-somente por isto Enquanto o sino bimbalha, Bem antes de terdes visto — E tão-somente por isto — Todo o martírio do Cristo, O vosso amor que lhes valha, E tão-somente por isto, Enquanto o sino bimbalha.