Portuguese poem
Senhor de nobre alma
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Senhor de nobre alma, tão D’entre os sábios conhecido, De pais excelsos nascido, Aceitai a minha canção.
Probo pai, bom cidadão, Sois dos seres melhor ser Por saber tão profundo ter, Sois ilustre qual Catão.
Recebei esta prova mesquinha De penhor e de oração, Produto da pena minha.
Perdoai, mui digno varão, Se na mente eu pobre tinha Cometer-vos indiscrição.