Versos Portuguese Cruz e Sousa Sinfonias do Ocaso

Portuguese poem

Sinfonias do Ocaso

by (1861–1898)

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Musselinosas como brumas diurnas Déscem do occaso as sombras harmoniosas, Sombras veladas e musselinosas Para as profundas solidões nocturnas.

Sacrarios virgens, sacrosantas urnas, Os céos resplendem de sidéreas rosas, Da Lua e das Estrellas magestosas Illuminando a escuridão das furnas.

Ah! por estes symphonicos occasos A terra exhala arômas de aureos vasos, Incensos de thuribulos divinos.

Os plenilunios mórbidos vapóram.... E como que no Azul plangem e chóram Cytharas, harpas, bandolins, violinos...