Versos Portuguese Curvo Semedo Morreu Bocage, sepultou-se em Gôa

Portuguese poem

Morreu Bocage, sepultou-se em Gôa

by (1766–1838)

Listen in the reader

Morreu Bocage, sepultou-se em Gôa! Chorai, moças venaes, chorai, pedantes, O insulso estragador dos consoantes. Que tantos tempos aturdiu Lisboa!

Por aventuras mil obteve a c′rôa Que a fronte cinge dos heroes andantes; Inda veio de climas tão distantes Á toa vegetar, versar á toa:

Este que vês, com olhos macerados, Não é Bocage, não, rei dos bregeiros. São apenas seus olhos descarnados:

Fugiu do cemiterio aos companheiros; Anda agora purgando seus peccados Glosando aos cagaçaes pelos outeiros.