Portuguese poem
Castro Alves e seu tempo
by Euclides da Cunha (1866–1909)
…abrindo as velas, Ao quente arfar das virações marinhas,
…a cachoeira! o abismo! A briga colossal dos elementos! (…) Aguentando o ranger (espanto! assombro!) O rio inteiro, que lhe cai ao ombro!
República! vôo ousado Do homem feito condor…
A catapulta humana - a voz de Mirabeau!
O trilho que Colombo abriu nas águas Como um íris no pélago profundo!
como as plantas que arrasta a correnteza,
com o estampido estupendo das queimadas!
Era no céu, a luz da lua errante…
No teu arco prendeste a Eternidade!
Sou grego, não me embriago Nos banquetes de Friné
Sou hebreu, não beijo as plantas Da mulher de Putifar…
A lei sustenta o popular direito. Nós sustentamos o direito em pé…
As promessas divinas da esperança!