Portuguese poem
Hino Marcial
by Evaristo da Veiga (1799–1837)
Valentes Guerreiros, Que a Fama buscais, E as Armas alçais A novo esplendor.
(refrão) Mostremos ao Mundo Bravura, Energias; A Patria confia No nosso valor.
Oh vós, que aos clamores Da Patria correstes E nada temestes No Heroico fervor.
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E vós, que seguindo As novas Bandeiras, Antigas fileiras Deixastes sem dôr
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Ouvi de Bellona O grito, que entoa: Ao longe já sôa Da Guerra o fragôr.
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Se vive na Fama DE Heroes a Memoria Salvou-os a Gloria Do Tempo ao furôr
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Que horro nos combates! Que p'rigos no assalto! Mas falla mais alto O Bellico ardor
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Os Chefes zelosos Vos vão excitando; Marchai a seu mando Sem susto, ou temor.
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Fiel disciplina De Marte he divisa, Seguir-se precisa A Voz Sup'rior
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A Mão Bemfeitora De PEDRO Immortal. Quiz ser Liberal Em vosso favor.
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Os Seus Beneficios Nos peitos gravai, E gratos Lhe dai Mil provas de amor.
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Em vós, oh Guerreiros, A Patria descança; Da sua esperança Vós sois o penhor.
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Por vós não receia Inimigos alphanges, Nem teme as phalanges De injusto oppressor
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Da Espoza, e dos filhos Quem guarda o direito, Não teme o seu peito Aos tiros expôr
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Corramos á Gloria, Que assim nos convida; Mais vale que a vida Da Patria o Louvor
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