Portuguese poem
As tuas mãos terminam em segredo
by Fernando Pessoa (1888–1935)
As tuas mãos terminam em segredo. Os teus olhos são negros e macios Cristo na cruz os teus seios (?) esguios E o teu perfil princesas no degredo...
Entre buxos e ao pé de bancos frios Nas entrevistas alamedas, quedo O vento põe seu arrastado medo Saudoso a longes velas de navios.
Mas quando o mar subir na praia e for Arrasar os castelos que na areia As crianças deixaram, meu amor,
Será o haver cais num mar distante... Pobre do rei pai das princesas feias No seu castelo à rosa do Levante!