Portuguese poem
De Ha Dois Annos_
by Fernando Pessoa (1888–1935)
As minhas mãos são esguias, São fusos brancos d'arminho, Onde fiaste e não fias O Sonho do teu carinho.
As minhas mãos são esguias, Côr de rosa são as unhas, E nellas todos os dias Ponho a pomada que punhas.
Quando Eu as fico polindo Perpassa nellas em ancia A tua boca sorrindo...
Mas os meus dedos em i Dizem a longa distancia Que vae de Mim para Ti.
Junho, 1915.
VIOLANTE DE CYSNEIROS.