Versos Portuguese Fernando Pessoa Tudo o que faço ou medito

Portuguese poem

Tudo o que faço ou medito

by (1888–1935)

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Tudo o que faço ou medito Fica sempre na metade. Querendo, quero o infinito. Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica Ao olhar para o que faço! Minha alma é lúdica e rica, E eu sou uma mar de sargaço—

Um mar onde bóiam lentos Fragmentos de um mar de além... Vontades ou pensamentos? Não o sei e sei-o bem.