Portuguese poem
Ha junto do Parnaso um turvo lago
by Joaquim Franco (1807–1851)
Ha junto do Parnaso um turvo lago, Aonde em rans existem transformados Os trovistas de cascos esquentados. Cerebro frouxo, ou de miolo vago;
Por mais infamia sua, e mais estrago Doou-lhes Phebo os animos damnados, P′ra que exprimam os versos desazados Os seus destinos vis, nos quaes eu cago:
Aqui Bocage vive, e d′aqui ralha, E co′a tartarea lingua ponti-aguda Bons e maus, maus e bons, tudo atassalha
É vil insecto, e o genio atroz não muda, Bem como a escura côr não muda a gralha, E o hediondo fedor não perde a arruda.