Portuguese poem
Um riso d’ella
by Jorge Guilherme Lobato Pires (1829–1866)
Ah! si j’avais des paroles, Des imagens, des symboles, Por peindre ce que je sens! Lamartine. Harm. XIII.
Um seu riso brilha tanto, Com brilha um doce pranto Nas rubras folhas da rosa, Como brilha a nivea estrella, Quando a lua pura e bella Esconde a face formosa.
Por um riso todo seu Dar-lhe-ia o sceptro do céu! Se eu fosse o Omnipotente: Mas sou pobre trovador, Dou-lhe a minha harpa d’amôr. Por um seu riso fervente.