Portuguese poem
III (SE ha Parrecida que do Pai…)
by José Agostinho de Macedo (1761–1831)
SE ha Parrecida que do Pai caduco, O sangue derramasse; Alhos coma sómente, que a Cicuta He menos venenosa. Oh cegadores rusticos, vós tendes Estomagos de ferro! Que veneno cruel me despedaça As torradas entranhas! Atróz peçonha, Vibcra cruenta Lançou nestes manjares Ou, delles foi maldita cozinheira A pérfida Canidia. Quando o bello Jazão, dos Argonautas O Conductor Valente,
Foi subjugar os indomaveis Toiros, Sob ignorado jugo; Medéa os membros the banhou co'o çumo Dos alhos expremido. Antes que as rédeas aos Dragoens Sanhudos Baresse sobre os ares, Fugindo de Corintho, com tal çumo Os vestidos molhava Com que do leito seu vingava a afronta Na Rival innocente. Jámais nos campos de Calabria, Sirio Vomitou tanto fogo, Jámais nas veias do valente Alcides De Nezo as vestiduras Tantos accezos turbilhoens lançárão De chamma abrazadora. E se veneno tal, teu gosto prende, Verás, charo Mecenas Como de ti fugindo a rerna Môça Teus osculos regeita.