Portuguese poem
Do throno excelso nos degraus sagrados
by José Botelho Torrezão (1763–1806)
Do throno excelso nos degraus sagrados D′Assiz o patriarcha ajoelhára: E consta que d′esta arte se queixára Ao Deus, que rege o céo e move os fados:
«Grande Deus, com que pejo relaxados «Vejo os filhos, que outr′ora abençoára! «Já entre elles o vicio se descara, «Já de Christo não são, da fé soldados!
«Eu te rogo, senhor, que aos loucos brades, «E lhe avives a fé no paraiso?...» Riu-se de Deus, e lhe disse: — Não te enfades:
—Frades não fiz, de frades não preciso; Quando o mundo souber o que são frades, Ha de extinguil-os, se tiver juizo.