Portuguese poem
Xix
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Para a ermida do castello Emfim o corpo levaram E n’um cofre d’ouro fino Como reliquia o guardaram. —Muito a não carpiu Auzenda, Que a morte compadecida Cedo a libertou da vida. Porêm a longa existencia De remorso e penitencia Sisnando foi condemnado: Cuberto de horror e opprobrio Cumpriu seu mesquinho fado; Onde?—Ninguem mais o soube. Do castello aquella noite Com o ermitão se sumiu; Nunca mais d’elle se ouviu. Mas á meia-noite em ponto Na capella de Landim Se ficou sempre escutando Gemer uma voz medonha, Que pede perdão bradando: E essa voz diziam todos Que era a voz de Dom Sisnando.