Portuguese poem
Deito-me ao comprido na erva
by Alberto Caeiro (1888–1935)
Deito-me ao comprido na erva. E esqueço do quanto me ensinaram. O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio, O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa. O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos. O que me apontaram nunca estava ali: estava ali só o que ali estava.
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- Criança desconhecida e suja brincando à minha porta
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- Deste modo ou daquele modo
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- E há poetas que são artistas
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