Poet
Alberto Caeiro
1888–1935
Portuguese
- A água chia no púcaro que elevo à bocaglossed
- A criança que pensa em fadasglossed
- A espantosa realidade das cousasglossed
- A guerra que aflige com seus esquadrõesglossed
- A manhã raiaglossed
- A neve pôs uma toalha calada sobre tudoglossed
- A noite desce, o calor soçobra um poucoglossed
- Aceita o universoglossed
- Acho tão natural que não se penseglossed
- Acordo de noite subitamenteglossed
- Agora que sinto amorglossed
- AH! Querem uma luz melhorglossed
- Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rastoglossed
- Ao entardecer, debruçado pela janelaglossed
- Aquela senhora tem um pianoglossed
- As bolas de sabão que esta criançaglossed
- As quatro canções que seguemglossed
- Assim como falham as palavrasglossed
- Bendito seja o mesmo sol em outras terrasglossed
- Como quem num dia de Verão abre a portaglossed
- Como um grande borrão de fogo sujoglossed
- Creio que irei morrerglossed
- Criança desconhecida e suja brincando à minha portaglossed
- Da mais alta janela da minha casaglossed
- Da minha aldeia vejo quanto a terraglossed
- De longe vejo passar no rio um navioglossed
- Deito-me ao comprido na ervaglossed
- Deste modo ou daquele modoglossed
- Dizem que em cada coisa uma coisa oculta moraglossed
- E há poetas que são artistasglossed
- Entre o que vejo de um campo e o que vejo de outro campoglossed
- Esta tarde a trovoada caiuglossed
- Estas quatro canções, escrevi-as estando doenteglossed
- Estas verdades não são perfeitas porque são ditasglossed
- Estou doenteglossed
- Eu nunca guardei rebanhosglossed
- Eu queria ter o tempo e o sossego suficientesglossed
- Falaram-me os homens em humanidadeglossed
- Falas de civilização, e de não dever serglossed
- Gozo os campos sem reparar para elesglossed
- Há metafísica bastante em não pensar em nadaglossed
- Hoje de manhã saí muito cedoglossed
- Last poemglossed
- Leram-me hoje S. Francisco de Assisglossed
- Leve, leve, muito leveglossed
- Li hoje quase duas páginasglossed
- Meto-me para dentro, e fecho a janelaglossed
- Não basta abrir a janelaglossed
- Não me importo com as rimasglossed
- Não tenho pressaglossed
- Navio que partes para longeglossed
- Nem sempre sou igual no que digo e escrevoglossed
- No dia brancamente nublado entristeçoglossed
- No entardecer dos dias de Verão, às vezesglossed
- No meu prato que mistura de Natureza!glossed
- Noite de S. João para além do muro do meu quintalglossed
- Num dia excessivamente nítidoglossed
- Num meio-dia de fim de Primaveraglossed
- Nunca busquei viver a minha vidaglossed
- O amor é uma companhiaglossed
- O luar através dos altos ramosglossed
- O luar quando bate na relvaglossed
- O maestro sacode a batutaglossed
- O meu olhar azul como o céuglossed
- O meu olhar é nítido como um girassolglossed
- O mistério das cousas, onde está ele?glossed
- O pastor amoroso perdeu o cajadoglossed
- O Penúltimo Poemaglossed
- O que nós vemos das cousas são as cousasglossed
- O que ouviu os meus versosglossed
- O quê? Valho mais que uma florglossed
- O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeiaglossed
- O único mistério do Universo é o mais e não o menosglossed
- O Universo não é uma idéia minhaglossed
- Olá, guardador de rebanhosglossed
- Ontem à tarde um homem das cidadesglossed
- Ontem o pregador de verdades deleglossed
- Os pastores de Virgílio tocavam avenas e outras cousasglossed
- Para além da curva da estradaglossed
- Passa uma borboleta por diante de mimglossed
- Passei toda a noiteglossed
- Passou a diligência pela estrada, e foi-seglossed
- Pastor do monte, tão longe de mim com as tuas ovelhasglossed
- Pensar em Deus é desobedecer a Deusglossed
- Pétala dobrada para trás da rosaglossed
- Pobres das flores dos canteiros dos jardins regularesglossed
- Pouco a pouco o campo se alarga e se douraglossed
- Primeiro prenúncio de trovoada de depois de amanhãglossed
- Quando a erva crescer em cima da minha sepulturaglossed
- Quando está frio no tempo do frioglossed
- Quando eu não te tinhaglossed
- Quando tornar a vir a Primaveraglossed
- Quando vier a Primaveraglossed
- Quem me dera que a minha vida fosse um carro de boisglossed
- Quem me dera que eu fosse o pó da estradaglossed
- Rimo quando calhaglossed
- Se às vezes digo que as flores sorriemglossed
- Se depois de eu morrerglossed
- Se eu morrer novoglossed
- Se eu pudesse trincar a terra todaglossed
- Se o homem fosse, como deveria serglossed
- Se quiserem que eu tenha um misticismoglossed
- Seja o que for que esteja no centro do Mundoglossed
- Sempre que penso uma coisa, traio-aglossed
- Sim, talvez tenha razãoglossed
- Só a natureza é divinaglossed
- Sou um guardador de rebanhosglossed
- Todas as opiniões que há sobre a Naturezaglossed
- Todas as teorias, todos os poemasglossed
- Todos dias agora acordo com alegria e penaglossed
- Tu, místico, vês uma significação em todas as cousasglossed
- Um renque de árvores lá longe, lá para a encostaglossed
- Uma gargalhada de rapariga soa do arglossed
- Vai alta no céu a lua da Primaveraglossed
- Verdade, mentira, certeza, incertezaglossed
- Viveglossed