Portuguese poem
Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares
by Alberto Caeiro (1888–1935)
Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares. Parecem ter medo da polícia... Mas tão boas que florescem do mesmo modo E têm o mesmo sorriso antigo Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente Para ver se elas falavam...
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