Portuguese poem
Passou a diligência pela estrada, e foi-se
by Alberto Caeiro (1888–1935)
Passou a diligência pela estrada, e foi-se; E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia. Assim é a ação humana pelo mundo fora. Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos; E o sol é sempre pontual todos os dias.
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