Portuguese poem
Pétala dobrada para trás da rosa
by Alberto Caeiro (1888–1935)
Pétala dobrada para trás da rosa que outros dizem de veludo. Apanho-te do chão e, de perto, contemplo-te de longe.
Não há rosas no meu quintal: que vento te trouxe? Mas chego de longe de repente. Estive doente um momento. Nenhum vento te trouxe agora. Agora estás aqui. O que foste não és tu, se não toda a rosa estava aqui.
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