Portuguese poem
Pouco a pouco o campo se alarga e se doura
by Alberto Caeiro (1888–1935)
Pouco a pouco o campo se alarga e se doura. A manhã extravia-se pelos irregulares da planície. Sou alheio ao espetáculo que vejo: vejo-o, É exterior a mim. Nenhum sentimento me liga a ele. E é esse sentimento que me liga à manhã que aparece.
More by Alberto Caeiro
- Pastor do monte, tão longe de mim com as tuas ovelhas
- Pensar em Deus é desobedecer a Deus
- Pétala dobrada para trás da rosa
- Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares
- Primeiro prenúncio de trovoada de depois de amanhã
- Quando a erva crescer em cima da minha sepultura
- Quando está frio no tempo do frio
- Quando eu não te tinha