Portuguese poem
A água chia no púcaro que elevo à boca
by Alberto Caeiro (1888–1935)
A água chia no púcaro que elevo à boca. «É um som fresco» diz-me quem me dá a bebê-la. Sorrio. O som é só um som de chiar. Bebo a água sem ouvir nada com a minha garganta.