Portuguese poem
Um renque de árvores lá longe, lá para a encosta
by Alberto Caeiro (1888–1935)
Um renque de árvores lá longe, lá para a encosta. Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas. Renque e o plural árvores não são cousas, são nomes.
Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem, Que traçam linhas de cousa a cousa, Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais, E desenham paralelos de latitude e longitude Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que isso!