Versos Portuguese Alberto Caeiro Sempre que penso uma coisa, traio-a

Portuguese poem

Sempre que penso uma coisa, traio-a

by (1888–1935)

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Sempre que penso uma coisa, traio-a. Só tendo-a diante de mim devo pensar nela. Não pensando, mas vendo, Não com o pensamento, mas com os olhos. Uma coisa que é visível existe para se ver, E o que existe para os olhos não tem que existir para o pensamento; Só existe verdadeiramente para o pensamento e não para os olhos.

Olho, e as coisas existem. Penso e existo só eu.