Versos Portuguese Alberto Caeiro O meu olhar azul como o céu

Portuguese poem

O meu olhar azul como o céu

by (1888–1935)

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O meu olhar azul como o céu É calmo como a água ao sol. É assim, azul e calmo, Porque não interroga nem se espanta...

Se eu interrogasse e me espantasse Não nasciam flores novas nos prados Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo. (Mesmo se nascessem flores novas no prado E se o sol mudasse para mais belo, Eu sentiria menos flores no prado E achava mais feio o sol... Porque tudo é como é e assim é que é, E eu aceito, e nem agradeço. Para não parecer que penso nisso...