Portuguese poem
A Alberto Telles
Só!—Ao ermita sosinho na montanha Visita-o Deus e dá-lhe confiança: O nauta, que o tufão aos polos lança, Ainda espera um sopro que o ceu tenha!
Só!—Mas quem se assenta em riba estranha, Longe dos seus, lá tem inda a lembrança: E inda no peito deixa Deus a esprança A quem á noute chora em erma penha.
Só!—Não o é quem possue na terra um laço —Um que seja—que o prenda a este fadario, Uma crença, uma esprança... e inda um cuidado.
Mas cruzar—indifrente—inertes braços, Mas passar—entre turbas—solitario, Isto é ser só, é ser abandonado.