Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *A Camelia Negra*

Portuguese poem

*A Camelia Negra*

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Por isso vos espera O dia da vingança! (Souza Caldas)

Como as urnas das rosas mal fechadas, Cujos aromas boiam no poente, Quando passas nossa alma aspira e sente As sensações das ilhas ignoradas.

E o teu cabello, ó lubrica serpente! Rescende todo a unguentos e a pomadas, Como as mumias que habitam no Oriente, Debaixo das pyramides sagradas.

Mas que te serve e val tanta fadiga, Ó pó doirado e vão? e o mundo diga:-- Meu leito, meu pomar de sensações!!

Se o vento que hoje o teu sorrir perfuma Na tua cruz soluçará:--Mais uma Dos monstros maternaes das gérações!