Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *A Bella Flor Azul*

Portuguese poem

*A Bella Flor Azul*

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Quem saberá «signora» d'onde terá nascido esse bello lyrio branco? (Velha Comedia Italiana)

Eu não sou o fatal e triste Baudelaire; Mas analyso o Sol e decomponho as rosas, As rijas e crueis dahlias gloriosas, --E o lyrio que parece o seio da mulher.--

Tudo que existe ou foi, morre para nascer; Na campa dão-se bem as plantas graciosas, E, um dia, na floresta harmonica das Cousas, Quem sabe o que serei quando deixar de ser!

A Morte sae da Vida--a Vida que é um sonho! A flor da podridão, o Bello do medonho E a todos cubrirá o mystico cypreste!...

E, ó minha Sphinge, a flor pallida e azul no meio, Que hontem tinhas no baile, e que trouxeste ao seio Levantei-a d'um chão onde passára a Peste.