Portuguese poem
Ii
Bem sei que a planta engana e a Natureza mente, E que a flexa do Sol nos pode assassinar, Que a Peste torna o azul sereno e resplendente, E que a pérola sae das infecções do Mar!
Tudo é Materia e Força e lei omnipotente! E em quanto o lyrio incensa e azula-se o luar, Impassivel talvez, em baixo, surdamente, A terra cria a flôr que me hade envenenar.
Bem sei! mas, na floresta immensa das Theorias, Eu amo divagar ouvindo as melodias Que as plantas musicaes dão aos astros e aos Ceus.
Ah! eu vejo Jesus no coração das rosas! Só eu, ouço as leaes flores melodiosas! E o lyrio é para mim a hostia onde está Deus!