Portuguese poem
Iii
O vermelho deve ser como o som d'uma trombeta.... (Um cego)
Allucina-me a Côr! A Rosa é como a Lyra, A Lyra pelo tempo ha muito engrinaldada, E é já velha a união, a nupcia sagrada, Entre a côr que nos prende e a nota que suspira.
Se a terra, ás vezes, brota a flôr que não inspira, A trivial camelia, a branca enfastiada, Muitas vezes no ar perpassa a nota alada Como a perdida côr d'alguma flor que expira!
Ha plantas ideaes d'um cantico divino Irmãas do oboé, gemeas do violino; Ha gemidos no azul, gritos no carmezim!
A magnolia é uma harpa etherea e perfumada!... E o cacto a larga flor, vermelha e ensanguentada, Tem notas marciaes, sôa como um clarim!