Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal Iii

Portuguese poem

Iii

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O vermelho deve ser como o som d'uma trombeta.... (Um cego)

Allucina-me a Côr! A Rosa é como a Lyra, A Lyra pelo tempo ha muito engrinaldada, E é já velha a união, a nupcia sagrada, Entre a côr que nos prende e a nota que suspira.

Se a terra, ás vezes, brota a flôr que não inspira, A trivial camelia, a branca enfastiada, Muitas vezes no ar perpassa a nota alada Como a perdida côr d'alguma flor que expira!

Ha plantas ideaes d'um cantico divino Irmãas do oboé, gemeas do violino; Ha gemidos no azul, gritos no carmezim!

A magnolia é uma harpa etherea e perfumada!... E o cacto a larga flor, vermelha e ensanguentada, Tem notas marciaes, sôa como um clarim!