Portuguese poem
Iv
Mas aquella que adoro, a hieratica duqueza, Nobre como as reaes senhoras de Brabante, Como a hei de pintar egual e semelhante, Se não ha Som nem Côr em toda a Natureza!
Seu collo tem do lyrio a rigida firmeza, Seu amor é um ceu catholico e distante; Mas a luz do olhar sonoro e radiante Eleva como a Côr, sôa como a Belleza!
Nunca lhe ousei fallar, nem sei, se amor lhe inspiro; Mas quando emfim morrer, então como um suspiro Meu seio florirá, em vez do meu amor...
N'uma flor que porá talvez sobre a janella-- Uma flor rubra e negra, em forma d'uma estrella, --Como uma symphonia obscura de terror!