Portuguese poem
*Na Rua*
Veijo-a sempre passar séria, constante, --Ás vezes, inclinada na janella,-- Tranquilla, fria, e pallido o semblante, Como uma santa triste de capella.
Seu riso sem callor como o brilhante No nosso labio o proprio riso gella, E ella nasceu para chorar diante D'um Christo n'uma estreita e escura cella.
Seu olhar virginal como as crianças Jamais disse do amor as cousas mansas; Jamais vergou da Força ao choque rude.
Abrasa-a um fogo divinal secreto!-- eu sinto, mal a avisto, ao seu aspecto, O brio intenso e negro da Virtude.