Portuguese poem
O ídolo
by Antônio Mariano de Oliveira (1857–1937)
A MANHÃES DE CAMPOS
Cai fora a noite — mar que se retrata Em outro mar — dois pélagos azuis; Num as ondas — alcíones de prata, No outro os astros — alcíones de luz.
E de seu negro mármore no trono O ídolo de gesso está sentado. Assim um coração repousa em sono... Assim meu coração vive fechado.