Portuguese poem
Vozes de um Tumulo
by Augusto dos Anjos (1884–1914)
Morri! E a Terra — a mãe commum — o brilho Destes meus olhos apagou!.. Assim Tantalo, aos reaes convivas, num festim, Serviu as carnes do seu proprio filho!
Porque para este cemiterio vim?! Porque?! Antes da vida o angusto trilho Palmilhasse, do que este que palmilho E que me assombra, porque não tem fim!
No ardor do sonho que o phronéma exalta Construi de orgulho enea pyramide alta... Hoje, porém, que se desmoronou
A pyrámide real do meu orgulho, Hoje que apenas sou materia e entulho Tenho consciencia de que nada sou!