Portuguese poem
Iii
Tinhamos nós voltado á capital maldicta, Eu vinha de polir isto tranquillamente, Quando nos seccedeu uma cruel desdita, Pois um de nós caiu, de subito, doente.
Uma tuberculose abria-lhe cavernas! Dá-me rebate ainda o seu tossir profundo! E eu sempre lembrarei, triste, as palavras ternas, Com que se despediu de todos e do mundo!
Pobre rapaz robusto e cheio de futuro! Não sei d'um infortunio immenso como o seu! Vio o seu fim chegar como um medonho muro, E, sem querer, afflicto e attonito, morreu!
De tal maneira que hoje, eu desgostoso e azedo Como tanta crueldade e tantas injustiças, Se inda trabalho é como os presos no degredo, Com planos de vingança e idéas insubmissas.
E agora, de tal modo a minha vida é dura, Tenho momentos maus, tão tristes, tão perversos, Que sinto só desdem pela litteratura, E até desprézo e esqueço os meus amados versos!