Portuguese poem
Ingrata foste, Elisa; eu te condeno
by Cláudio Manuel da Costa (1729–1789)
Ingrata foste, Elisa; eu te condeno A injusta sem-razão; foste tirana, Em renderes, belíssima serrana, A tua liberdade ao néscio Almeno.
Que achaste no seu rosto de sereno, De belo, ou de gentil, para inumana Trocares pela dele esta choupana, Em que tinhas o abrigo mais ameno?
Que canto em teu louvor entoaria? Que te podia dar o pastor pobre? Que extremos, mais do que eu, por ti faria?
O meu rebanho estas montanhas cobre: Eu os excedo a todos na harmonia; Mas ah que ele é feliz! Isto lhe sobre