Portuguese poem
Quem bem sabe, em tudo sabe
by coudel-mor Fernão da Silveira
Pregunta do coudel moor a alvaro barreto.
Quem bem sabe, em tudo sabe, e porem d'aquy concrudo, que a vos, que sabes tudo, a solver as questões cabe. E porem muy de verdade peço que esta rrespondaes, pera ver, se conçertaes com mynha negra vontade.
Ca eu ja me vy partyr e tambem despoys cheguar. e senty todo o sentyr do prazer e do pesar. Mas com tudo he de saber, quall he vossa concrusam: se partir da mays paxam, ou chegar mayor prazer.
Resposta d'alvaro barreto.
De m'atrever que vos gabe, minha openiam mudo, por nam ser huum tam sesudo, que de vos louvar acabe. E poys tal estremidade sobre meu saber mostraes o nome que vos me daes vosso gram louvor emade.
Porem sem detremynar ante quem devo seguyr, fycando meu departyr a se por vos emmendar: Que chegar tenha poder d' huum coraçam, partyr da mays afryçam, u ha grande bem querer.