Versos Portuguese Cruz e Sousa A morte

Portuguese poem

A morte

by (1861–1898)

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Oh! que doce tristeza e que ternura N o olhar ancioso, afflicto dos que mórrem... De que ancoras profundas se soccórem Os que penétram nessa noite escura!

5Da vida aos frios véos da sepultura Vagos momentos tremulos decórrem... E dos olhos as lagrimas escórrem Como pharóes da humana Desventura.

Descem então aos golphos congelados

10Os que na terra vagam suspirando, Com os velhos corações tantalisados.

Tudo negro e sinistro vae rolando Bárathro a baixo, aos echos soluçados Do vendaval da Morte ondeando, uivando...