Portuguese poem
A Perfeição
by Cruz e Sousa (1861–1898)
A Perfeição é a celeste ciência Da cristalização de almos encantos, De abandonar os mórbidos quebrantos E viver de uma oculta florescência.
Noss'alma fica da clarividência Dos astros e dos anjos e dos santos, Fica lavada na lustral dos prantos, É dos prantos divina e pura essência.
Noss'alma fica como o ser que às lutas As mãos conserva limpas, impolutas, Sem as manchas do sangue mau da guerra.
A Perfeição é a alma estar sonhando Em soluços, soluços, soluçando As agonias que encontrou na Terra.!