Versos Portuguese Cruz e Sousa Alma solitária

Portuguese poem

Alma solitária

by (1861–1898)

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Ó alma doce e triste e palpitante! Que cítaras soluçam solitárias Pelas Regiões longínquas, visionárias Do teu Sonho secreto e fascinante!

Quantas zonas de luz purificante, Quantos silêncios, quantas sombras várias De esferas imortais imaginárias Falam contigo, ó Alma cativante!

Que chama acende os teus faróis noturnos E veste os teus mistériosa taciturnos Dos esplendores do arco de aliança?

Por que és assim, melancolicamente, Como um arcanjo infante, adolescente, Esquecido nos vales da Esperança?!