Versos Portuguese Cruz e Sousa Clamando

Portuguese poem

Clamando

by (1861–1898)

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Barbaros vãos, dementes e terriveis Bonzos tremendos de ferrenho aspecto, Ah! deste ser todo o clarão secréto Jamais ponde infiammar-vos, Impassiveis!

Tantas guerras bizarras e incoerciveis No tempo e tanto, tanto immenso affecto, São para vós menos que um verme e insecto Na corrente vital pouco sensiveis.

No entanto nessas guerras mais bizarras De sol, clarins e rútilas fanfarras, Nessas radiantes e profundas guerras...

As minhas carnes se dilaceraram E vão, das Illusões que flammejaram, Com o proprio sangue fecundando as terras...