Portuguese poem
Clamor supremo
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Vem comigo por estas cordilheiras! Põe teu manto e bordão e vem comigo, Atravessa as montanhas sobranceiras E nada temas do mortal Perigo!
Sigamos para as guerras condoreiras! Vem, resoluto, que eu irei contigo Dentre as Águias e as chamas feiticeiras, Só ttendo a Natureza por abrigo.
Rasga florestas, bebe o sangue todo Da Terra e transfigura em astros lodo, O próprio lodo torna mais fecundo.
Basta trazer um coração perfeito, Alma de eleito, Sentimento eleito Para abalar de lado a lado o mundo!