Portuguese poem
Como os audazes, ruivos argonautas
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Como os audazes, ruivos argonautas, Intrépidos, viris e corajosos Que voltam dos orientes fantasiosos, Dos países de Núbios e Aranautas.
Como esses bravos, que por naus incautas, Regressam dos oceanos borrascosos, Indo encontrar nos lares harmoniosos De luz, vinho e alegria as mesas lautas.
Tal o meu coração, quando aparece A tua imagem, canta e resplandece, Sem lutas, sem paixões, livre de abrolhos.
A meu pesar, louco de ver-te, louco, As lágrimas me correm pouco a pouco, Como o champanhe virginal dos olhos...