Portuguese poem
Conciliação
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Se essa angústia de amar te crucifica, Não és da dor um simples fugitivo: Ela marcou-te com o sinete vivo Da sua estranha majestade rica.
És sempre o Assinalado ideal que fica Sorrindo e contemplando o céu altivo; Dos Compassivos és o compassivo, Na Transfiguração que glorifica.
Nunca mais de tremer terás direito... Da Natureza todo o Amor perfeito Adorarás, venerarás contrito.
Ah! Basta encher, eternamente basta Encher, encher toda esta Esfera vasta Da convulsão do teu soluço aflito!