Versos Portuguese Cruz e Sousa Lembra-me ainda

Portuguese poem

Lembra-me ainda

by (1861–1898)

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Lembra-me ainda — ao lado de um repuxo, Pela brancura de um luar de agosto, O teu maninho, um loiro pequerrucho Brincava, rindo, te afagando o rosto...

Lembra-me ainda — as sombras do sol posto, Numa saleta sem brasões de luxo, De alguns bordados de fineza e gosto Delineavas o gentil debuxo...

E o gás que forte e cintilante ardia, Te iluminava, te alagava... ria... Da luz ficavas no imponente abrigo.

E agora... deixa que ao cair da noite, Esta lembrança dentro de mim se acoite, Como a andorinha no telhado amigo!