Portuguese poem
Salve! Rainha!
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Mãe de Misericórdia, sem pecado Original, desde o primeiro instante! Salve! Rainha da Mansão radiante, Virgem do Firmamento constelado...
Teu coração de espadas lacerado, Sangrando sangue e fel martirizante, Escute a minha Dor, a torturante, A Dor do meu soluço eternizado.
A minha Dor, a minha Dor suprema, A Dor estranha que me prende, algema Neste Vale de lágrimas profundo...
Salve! Rainha! por quem brado e clamo E brado e brado e com angústia chamo, Chamo, através das convulsões do mundo!...