Versos Portuguese Emiliano Perneta Setembro

Portuguese poem

Setembro

by (1866–1921)

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SETEMBRO

Eu ontem vi chegar, quase que à noitezinha, Apressada e sutil, a primeira andorinha...

É a primavera, pois, em flor, que se anuncia, É setembro que vem, bêbedo de ambrosia.

Mãos doiradas, a rir, mãos leves e radiosas, Semeando à luz e ao vento as papoulas e as rosas...

Como foi para nós de um esquisito gozo, Ó minha alma! esse doce, esse breve repouso,

Que entre o nosso viver tumultuário e incerto Surgiu como se fosse o oásis do deserto...